O homo sapiens desenvolveu a agricultura há varios milenios. Durante este periodo, ele selecionou as espécies mais apropriadas às suas necessidades.

Com o recente crescimento da população mundial, junto com a urbanização (cerca de 70% da população vivem em cidades), a agricultura se tornou uma indústria. Como as outras indústrias, ela deve produzir lucros, o que a obriga produzir em grande quantidade para diminuir os custos. Isto implica o uso de grandes superfícies cultiváveis permitindo a mecanização.

Mas a agricultura não é uma ciença exata, ela  depende das condições climáticas, da fertilidade dos solos, das condições fitosanitárias, da presença ou não de pragas,...

Para minimizar estes riscos, esta indústria desenvolveu tecnologias assegurando a melhor produtividade possível. Além da mecanização, foram inventados produtos paliativos às deficiências dos solos ou impedindo ataques das pragas. Alguns destes produtos são altamente tóxicos e foram proibidos em varios países do mundo. Aqueles que ainda são usados apresentam um certo grau de toxicidade, sobretudo se pulverizados de maneira regular e no longo prazo. Aos poucos os lençois freáticos acumulam esta toxinas. Segundo a OIT (Organização Mundial do Trabalho) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 70 000 trabalhadores agrícolas morrem cada ano por causa da manipulação destes agrotóxicos.

Há alguns tempos, graças ao avanço do conhecimento científico, as espécies são geneticamente modificadas no intuito de as tornar mais resistantes. O maior perigo desta prática é que nós não sabemos quais serão as consequências à longo prazo tanto sobre o organismo humano quanto no meio ambiente como um todo. Isto representa também um empobrecimento significativo da biodiversidade. Mas o objetivo é atingido : produzimos mais e num tempo mais curto.

A razão destas opções agrícolas é uma visão errada dos processos do desenvolvimento da vida. A importância dos solos e das interações entre as espécies é completamente esquecida em beneficio de uma rentabilidade máxima a muito curto prazo. Em vez de nutrir os solos, se nutre artificialmente as plantas (ou o gado, lembre-se da crise da “vaca louca”).

As consequências desta agricultura são numerosas e variadas :

Nossa industrialização à qualquer custo nos leva direito até uma catástrofe. É imperativo repensar nosso sistema produtivo privilegiando a pequena agricultura familiar e local para preservar nosso meio ambiente, desenvolver as económias locais, diminuir as desigualdades sociais em meio rural, eradicar a fome no mundo e salvar as caraterísticas culturais de cada região. A maneira que temos de nós alimentar condiciona nossa saúde mas também uma grande parte da economia mundial.






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Agricultura
Quanto mais formas de vida a Terra abriga, mais protegida é a Vida, sob todas as suas formas.
Frank Herbert
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