Acomunidade humana teve que se organizar para sobreviver e se desenvolver. Foi o caso de todas a comunidades de espécies vivas, como as formigas que são um bom exemplo. Mas o ser humano tem a rara capacidade de poder usar sua inteligência e sua criatividade para enfrentar e resolver os problemas inerentes à vida. Ele soube se adaptar à varios ambientes diferentes fabricando ferramentas capazes de vencer suas limitações físicas (força muscular, resistencia,...) É assim que o ser humano esta presente em todas as regiões do planeta (exepto no fundo dos mares que ele pode no entanto visitar). Este sucesso é digno de ser celebrado.

A complexidade da sociedade humana obrigou cada indivíduo a se especializar numa tarefa específica : alguns produzem alimentos, outros constroem as casas que nos abrigam, outros ainda desenvolveram os conhecimentos necessários para nos manter em boa saúde, ou adquiriram as habilidades para ensinar, alguns fabricam as ferramentas que precisamos,... Foi preciso então elaborar um sistema não só baseado numa idéia de hierarquia, mas tambem na troca de produtos e serviços. Foi primeiro a troca, e depois, com a invenção de uma unidade de medida dos valores dos bens, o comercio. Esta unidade de medida não é nada mais que o dinheiro.

Mas o dinheiro hoje é muito mais que uma simples unidade de medida. Ele se tornou un instrumento de poder, e seu acumulo assegura tanto o bem estar material como a possibilidade de controle absoluto sobre as coisas e as pessoas. Isto, claro, seduz os indivíduos de uma espécie tão ambiciosa como a nossa. Foi então desenvolvida uma organização socio-económica baseada no crescimento das riquezas, e consequentemente, no consumo. Para enriquecer, é preciso produzir e vender esta produção.

Nosso conhecimento e nossa capacidade de criação nos permitiram inventar meios de viajar mais longe e rápido, de comunicar a distancia, de produzir mais alimentos, de amenizar os nossos esforços físicos, de regular a temperatura de nossas casas, de cuidar das nossas doenças,...

Esta produção utiliza recursos extraidos de nosso meio ambiente, tais como minerios, petróleo, madeira e celulose, agua, alimentos (agricultura, pesca, pecuaria,...), eletricidade (hidro, termo ou nuclear). O espaço geográfico necessario a essas atividades esta crescendo aos poucos e varios biomas desaparecem (é o caso da floresta amazónica ou da mata atlântica, entre outros).

Tambem, estas atividades têm hoje contrapartidas que não podemos mais negligenciar. A quantidade e as propriedades de nossos resíduos colocam em xeque os processos naturais de reciclagem, ameaçando assim o futuro de nosso meio ambiente natural. Os equilibrios de nosso sistema palnetário fechado (ou quase) estão sendo profundamente modificados a tal ponto que a nosso propria sobrevivencia esta em risco. O monte de cinzas que os nossos antepassados deixavam atraz deles era infinitamente mais inofensivo que os nossos resíduos radio ativos.

Nossa economia parece ter desenvolvido suas proprias leis. Ela se tornou o motor de qualquer desenvolvimento. De maneira estranha, nós não temos mais nenhum controle, a econômia impõe o crescimento económico, mesmo se para isso temos que vender nossa alma ao diabo. Esta economia atingiu uma escala na qual o individuo não é mais do que uma quantia negligenciável, e a perda de uma quantia negligenciável é negligenciável. Qualquer indivíduo deveria temer um tal conceito.

Esta economia é baseada no crescimento do que temos (a nossa conta bancária). Desta forma, toda atividade cuja rentabilidade não é imediata nem significativa é deixada de lado, ou, no melhor dos casos, não é prioritária. A proteção ambiental é uma destas atividades, mas não é a única. Nesta lista, podemos incluir a saúde pública, a educação, a segurança pública, enfim, a maioria das áreas que costumamos considerar como de responsabilidade dos poderes públicos para atender a população.

A principio, o sistema de impostos permite a criação de infra-estruturas que beneficiarão a todos. É (ou deveria ser) uma maneira de repartir entre todos uma parte das riquezas geradas pela sociedade. Mas estes setores de atividade não tem uma rentabilidade imediata, e sobretudo os seus efeitos ficam percebíveis muito além do tempo de uma mandato politico.

O individuo, a região, o país que não consegue enriquecer tem poucas chances de sair da precariedade, e frequentemente, a sua situação só piora. Mas o seu papel neste sistema económico é no entanto importante, apesar de ele não se beneficiar deste esquema. É assim que os pobres constituem uma reserva de mão de obra barata e dócil porque dependem destes sub empregos para sobreviver. Este sistema económico precisa da pobreza para poder se manter. Quando se trata de um país, ele tem que vender barato suas matérias primas sem nenhum lucro lhe permitindo emergir do sub desenvolvimento. A noção de injustiça ambiental apareça então nitidamente na medida que as atividades poluidoras têm mais possibilidades de se exercer nas regiões pobres. Para muitos, viver num ambiente sadio é um luxo inalcançável.

As medidas tomadas para proteger o meio ambiente natural são frequentemente mentiras destinadas a aumentar os lucros destruindo ainda mais as coberturas vegetais originais. É o caso por exemplo dos biocombustiveis que favorecem a agro industria em larga escala, diminuindo não só o tamanho das florestas mas tambem as superfícies de produção de alimentos e contaminando os solos com o uso intensivo de agrotóxicos. Da mesma forma, o plantio de eucliptos para a produção de celulose prejudica seriamente a bio diversidade. Para garantir uma produtividade máxima, o florescimento é inibido, o que impossibilita a manutenção de qualquer espécie animal nestas “florestas” cortadas e plantadas de novo em intervalos regulares. Além de prejudicar os solos, este tipo de agricultura contamina os lençois freáticos.

Fica evidente que este sistema atinge hoje seu ponto de ruptura. Crises económicas, desemprego e insegurança, conflitos armados para o controle dos recursos (em particular a agua), catastrofes ambientais, extinção de varias espécies... são as provas trágicas do desequilibrio do sistema.






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O crescimento
Os limites impostos pelo planeta Terra tornam irrealista e absurdo o principio de crescimento infinito.
Pierre Rabhi
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