OBrasil vive sonhando em ser um país moderno. Na historia recente deste país, ele sempre foi “o país do futuro”.
Seus modelos de modernidade são os países do chamado primeiro mundo.
Tudos os esforços do Brasil em ser moderno consistem em reproduzir o que foi feito alhures, sem levar em consideração a cultura, o clima, enfim a sua propria realidade.

Um tal comportamento não é nada moderno, e portanto não consegue alcançar a tão desejada modernidade. Ser moderno significa inovar e inventar soluções novas  para os problemas do nosso tempo. Ser moderno é ter uma visão clara do presente para inventar um futuro melhor.
O futuro que o Brasil esta construindo é o presente dos país do primeiro mundo. Mas lá, este presente não tem muito futuro. Basta lembrar a atual crise economica na Europa, os altos índices de desemprego, acarretando inumerosos desequilibrios sociais e ambientais. Escolher de forma deliberada este caminho não é absolutamente moderno.

Para ser moderno, o Brasil precisa encarar com franqueza a sua realidade e pensar num futuro mais harmonioso.
— As desigualdades e injustiças sociais devem ser entendidas como um freio a qualquer desenvolvimento. É possível resolver a maioria dos problemas crónicos do Brasil, basta deixar de lado os preconceitos e a avidez. A famosa “esperteza” brasileira favorece a corrupção, que por sua vez impede a resolução dos problemas e a construção de uma sociedade mais harmoniosa.
— O formidável potencial ambiental do país deve ser reconhecido, estudado, protegido e valorizado. Neste sentido, São Tomé e Principe, pequeno país insular da Africa, é muito mais moderno ao usar sua farmacopéia natural no seu sistema público de saúde. O Brasil tem um papel mundial fundamental na luta contra as mudanças climáticas, e isto é uma força considerável para impor certas mudanças na organização mundial. Mas o Brasil esta perdendo suas florestas antes mesmo de conhecer os tesouros que elas guardam.  
— O Brasil deveria apostar no desenvolvimento de tecnologias ditas limpas, em vez de esperar que outros as desenvolvem para depois nos vendê-las.  Escolher a geração nuclear de energia é uma atitude nada moderna, ainda mais da parte de um país que não tem tratamento aceitavel do seu lixo domestico. A politica energetica do Brasil deveria favorecer a implantação de pequenas unidades eolicas espalhadas ao longo do litoral. Com um impacto ambiental mínimo e a possibilidade de desenvolvimento das pequenas economias locais, os beneficios para toda a sociedade seriam muito superiores do que a construção de imensas hidrelétricas como a de Belo Monte. Os rios Nilo no Egito e Yang Tsé na China foram gravemente prejudicados pelas barragems, e provavelmente, o rio Xingu e sua população riberina sofrerão grandes prejuizos com a construção desta hidrelétrica que só funcionará a 40% de sua capacidade.

O Brasil, apesar dos celulares, da TV digital e das megalópoles de concreto aço e vidro, continua funcionando como na época colonial. Temos uma classe dominante explorando a classe dominada; pilhamos a nossa terra para exportar as suas riquezas;  aceitamos as regras de uma economia imposta pelos país ricos; o nosso modelo de sociedade continua sendo além-mar.

Já é tempo de construir o nosso proprio modelo, genuinamente brasileiro, e parar de correr rumo ao muro atraz dos outros. Para ser verdadeiramente moderno, o Brasil deve valorizar o potencial gigantesco que tem e propor um outro modelo de sociedade que atende as necessidades brasileiras. Isto depende de cada um de nos. Quando estas ideias terão uma ampla adesão, começaremos a ser um país moderno.






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A modernidade
A modernidade não é um estado mas um processo. O tempo coroe, o moderno vira arcáico, os hábitos se tornam modo de vida. Moderno é inventar a cada dia.
Chico
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