Asegunda metade do século XX testemunhou um enorme avanço tecnológico, principalmente en relação às chamadas tecnologias da comunicação.
Seis séculos depois da invenção da impressão por Gutenberg, que revolucionou a divulgação do conhecimento, e portanto do pensamento, o homo sapiens desenvolveu a difusão do saber atravez das ondas, en particular com a televisão.

Hoje a televisão esta presente na maioria das casas do planeta, e a criação de conteúdos se tornou uma industria poderosa que segue as regras de rentabilidade ditadas pela economia mundial.

Por razões puramente económicas (produção com custos baixos e distribuição em larga escala), a divulgação do saber deixou o lugar à difusão de entretenimento de massa, ao empobrecimento cultural da maioria da população (só alguns canais marginais se preocupam ainda com a qualidade cultural). O financiamento desta industria é assegurada pelos anunciantes, não pelos espectadores, o que provoca uma abundancia de propagandas publicitárias não muito longe dos 50% do tempo total de difusão. Isto tomou tais proporções que a televisão se tornou uma ferramenta de expensão de um modo de vida baseado no consumo de bens materiais, alheio à noção de desenvolvimento cultural do indivíduo.

Pior, a televisão é agora um instrumento de poder que frequentemente manda e desmanda na sociedade, manipulando opiniões, criando “necessidades” novas, favorecendo tal regime político, omitindo divulgar informações que poderiam prejudicar a ordem estabelecida da qual ela se beneficia.

Onipresente, ela fascina os “consumidores” para quem aparecer na tela é um momento de glória. Não se hesite mais em se humiliar publicamente participando à jogos estúpidos para se tornar famoso e ganhar premios milionários.

E esta receita funciona, o que leva todos os canais à produzir a mesma mediocridade.  Nesta industria, não se trata mais de inovar, os riscos são grandes demais. É assim que temos os mesmos tipos de programas de um canto a outro do planeta, o que contribui à expensão de uma “cultura” de massa e de um modo de vida globais que negam as especificidades culturais de cada povo.

É inegável que uma tal uniformização é um empobrecimento. O problema não é na pertinencia ou não de esta tecnológia, mas no uso que fazemos dela. Como muitas invenções, a televisão foi corrompida por seu proprio poder e pelo principio de rentabilidade económica que não deveria ser aplicado à áreas como a cultura.

Será utópico pensar que a televisão deveria divulgar o saber e favorecer o desenvolvimento intelectual dos indivíduos ? Devemos nós continuar acreditando que é normal a televisão propor programas burros, violentos, crueis ou humiliantes ?






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05/1968
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